Se liga na entrevista surreal que a gente teve com o autêntico Márwio Câmara!

by - sexta-feira, abril 09, 2021

    Fala galera barulho, tudo bom com vocês? A gente recentemente bateu um papo com uma pessoinha pra lá de especial, além de fofo, ele é muito inteligente, divertido e claro que alguém tão do barulho assim precisa passar por aqui né? Confere aí na íntegra o papo cabeça e descontraído que a gente teve, ah e não esquece hein? COMPARTILHA COM TODA A TURMA DO fundão, da frente, dos lados, pro pai, pra mãe, pra tia, pro irmão e volta e meia até para aquele primo chato que não larga o seu vídeo game! COMPARTILHA. 




 1 – Olá, é um prazer imenso ter você aqui, conta pra gente um pouco sobre você, seus trabalhos, suas obras.

Eu me chamo Márwio Câmara, sou escritor, jornalista e professor da área de Linguagens. Escrevo desde sempre, mas minha primeira publicação aconteceu oficialmente em 2017, com o livro de contos “Solidão e outras companhias”. O original dele foi finalista de um prêmio literário. Destaco o prêmio porque só a partir daí que fui motivado a acreditar em meu potencial como escritor, melhorar o que escrevia, até encontrar uma editora para publicá-lo. Estava há quatro anos escrevendo várias narrativas, experimentando vários tipos de linguagem até chegar a minha, de fato. Foi como uma espécie de laboratório.



2 – O que podemos esperar de novidades suas esse ano?

Eu acabei de escrever o meu primeiro romance intitulado “Escobar”. É um livro de um pouco mais de cem páginas que fala sobre as relações afetivas. O narrador, que é um jornalista e professor de literatura, passa por uma experiência de perda e inicia um exercício terapêutico de catarse, registrando a sua vida em uma espécie de diário. Mas essa é apenas uma das chaves do livro. Eu quis escrever um romance que pudesse ser lido dentro de diferentes formas ou pontos de vista. A narrativa brinca com a ideia de um labirinto semântico.


3 – Sobre literatura, como você acha que ela pode influenciar diretamente o público jovem?

Creio que a influência mais direta associada à literatura com o público jovem esteja no exercício da empatia. Quando entramos em contato com uma obra literária, uma nova experiência acontece dentro de nós. É um mundo desconhecido, que nos repele, por vezes, ou nos aproxima. A gente vive a experiência do outro como a nossa. Essa possibilidade de expansão da nossa realidade é um ponto forte a se considerar.


4 – Sobre seus trabalhos, qual você considera o mais difícil de ter sido realizado?

Qualquer coisa que mexa com literatura é bastante difícil. Não acho fácil escrever um livro, mas amo fabular e trabalhar com a linguagem de forma artística.


5 – Qual desafio mais maluco você enfrentou na sua carreira?

Eu acredito que o de construir uma carreira de escritor no Brasil, sobretudo quando você vem de baixo, da periferia, sem nenhuma referência no meio literário. Eu fui fazendo as coisas de forma intuitiva. Escolhi fazer Jornalismo na faculdade para me ajudar na carreira como escritor. No final, estava certo.



6 – Sobre os temas, como você escolhe eles? No que você se inspira?

Os temas surgem intuitivamente. Não há um planejamento certo. Não elaboro roteiros. Acho que a própria vida acaba me servindo como inspiração. Gosto de observar tudo o que me cerca e sempre busco escrever estórias para estar no lugar do outro e sair de mim mesmo. Eu quero aprender novas maneiras de olhar e organizar o mundo. Quando entrevisto alguém como jornalista, sou uma escuta. Na literatura, também.


7 – Falando em inspiração, quais são seus autores e livros favoritos? 

“A paixão segundo G.H.” e “Água Viva”, de Clarice Lispector. Gosto também de “Dublinenses” e “Ulysses”, de James Joyce; e de “Triângulo das águas”, de Caio Fernando Abreu. Tenho muitos escritores favoritos e eles mudam a depender do momento que estou passando. Citei esses livros por terem me marcado como leitor, mas há muitos outros também. Por exemplo, “Lavoura Arcaica”, do Raduan Nassar; e alguns contos do Rubem Fonseca.


8 – Se fosse pra fazer uma adaptação de uma obra sua, qual seria e por quê?

Acho que, qualquer um dos meus dois livros, se fosse adaptado para o teatro ou para a indústria audiovisual, seria uma experiência entusiasmante. 


9 – Este blog é lido por vários jovens ao longo do dia e muitos dão vários feedbacks incríveis, assim como queremos um feedback seu, recomenda alguns livros pra gente.

Acabei citando alguns em outra pergunta. Fico com esses livros citados e mais um, mas, desta vez, um ensaio sobre escrita, fabulação e leitura do Alberto Manguel. Chama-se: “O leitor como metáfora: o viajante, a torre e a traça”. Acho que qualquer amante dos livros deveria ler.

10 – Estamos chegando ao fim, mas antes, queremos mais de você, coloca aqui seus links de venda, seus canais oficiais, modos de encontrar você e sua obra. Coloca tudo! Obrigado!!!!
Meu novo livro estará disponível em meados do mês março no site da editora Moinhos e, posterior, nas livrarias. O link é: SÓ CLICAR AQUI.
Instagram: SÓ CLICAR AQUI.



Esperamos que vocês tenham gostado e até o nosso próximo post.
Beijoooo.




Outros conteúdos interessantes

0 comentários

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.